MÍDIA NACIONAL PRECISA EXERCITAR A AUTOCRÍTICA
A grande mídia nacional não aceita críticas e nem a discussão sobre comunicação, como é feita por blogs como o Mídia em Debate, por exemplo. Poucas empresas contratam ombudsmen e há dúvidas sobre a liberdade de atuação desses profissionais. Já encaminhei reclamações e pedidos de informação por e-mail, para alguns desses veículos, e nunca obtive qualquer retorno, além de respostas automáticas.
Curiosamente, quando se trata de situações em outros países, a postura é outra. Nicolas Sarkosy, por exemplo, já foi alvo de críticas porque usou a mídia (francesa) como recurso para melhorar a popularidade.
Agora, o alvo das críticas da mídia está no Paquistão. O G1, site de notícias da Globo, publicou no dia 20/5 uma matéria com o professor de comunicação paquistanês Shahjean Sayed, ex-repórter da emissora internacional alemã Deutsche Welle, com duras críticas aos repórteres internacionais que cobrem aquele país. O país é representado como um berço de fanáticos fundamentalistas por causa de “reportagens irresponsáveis”, segundo Sayed.
“Na maioria das vezes, as reportagens são feitas em países vizinhos, e jornalistas muitas vezes se pensam "experts" no país com visitas de um ou dois dias. Segundo ele (Shahjean Sayed), há casos de jornalistas que, ao não conseguirem encontrar um verdadeiro líder talibã, que geralmente estão nas montanhas em que ficam localizadas as áreas tribais paquistanesas, usam personagens falsos para completar suas reportagens. (Ainda segundo o professor) “As ovelhas negras do jornalismo existem em qualquer lugar”.
Ainda bem que no Brasil temos a TV Globo zelando pela isenção e pela ética na comunicação.
Leia a íntegra da matéria no G1: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL476786-5602,00-JORNALISTAS+OCIDENTAIS+VEM+AO+PAQUISTAO+COM+A+REPORTAGEM+PRONTA+DIZ+PROFESS.html
Escrito por João Freire às 15h39
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