Mídia em debate: pelo direito humano à comunicação


 

BAHIA DÁ EXEMPLO COM A CONFERÊNCIA ESTADUAL

 

Enquanto o governo federal reluta para convocar a Conferência Nacional de Comunicação, o Governo da Bahia, de forma pioneira, realizou a I Conferência de Comunicação Social, no dias 14, 15 e 16 de agosto, em Salvador. Construído com o apoio de importantes entidades da sociedade civil – como a Cipó e o Intervozes – o evento cumpriu seu propósito: colocar a comunicação na pauta do dia da sociedade. Prova disso foi a mobilização de mais de 2 mil pessoas nas 8 etapas regionais que aconteceram entre junho e agosto.

 

O assessor de comunicação do Estado da Bahia, Robinson Almeida, coordenou a organização da conferência. Para Almeida, “a democracia brasileira não será completa se fizermos a democratização da comunicação. Discutir comunicação é uma necessidade. É uma pauta obrigatória para a consolidação da democracia brasileira”.

 

“É possível transformar a vida das pessoas, transformar a política, na medida em que a gente se apropria das câmeras, dos microfones, dos satélites, das antenas de TV”, afirmou Gislene Moreira, representante do grupo de trabalho (GT) que organizou o evento, na mesa de abertura da Conferência.

 

Carlos Tibúrcio, assessor especial da Presidência da República, representou o governo federal no evento. Para Tibúrcio, a desejada conferência nacional será resultado de “um acúmulo de forças, que vem se dando de maneira progressiva, de maneira significativa no país”. Sem meias palavras, ele completou: “Nós temos no Brasil uma anomalia. Os meios de comunicação debatem tudo, menos a realidade deles próprios. É como se a comunicação não pudesse ser debatida”.

 

A deputada federal Luiza Erundina também participou da Conferência. Integrante da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara, ela afirmou que “a sociedade precisa dizer que tipo de comunicação ela quer no Brasil. Concessões e outorgas são um patrimônio público e, como tal, têm que estar sob o comando da sociedade civil organizada”.

 

A mobilização e a participação intensa de todos chamava a atenção. “O ambiente da conferência mais parecia um minifórum social mundial”, comentou empolgado o jornalista Paulo Miranda, da TV Comunitária de Brasília, um dos observadores no evento.

 

Cerca de 300 delegados e 100 observadores passaram os três dias do evento envolvidos em calorosos debates sobre a comunicação no Brasil. Estudantes, professores e profissionais de comunicação, da Bahia e de pelo menos mais 6 estados, sociedade civil e governo trabalharam lado a lado para elaborar um documento final da Conferência, reafirmando a urgência de um debate nacional sobre comunicação. 

 

Para quem participou da Conferência ficou claro que a sociedade quer e tem condição de debater políticas públicas, controle social da mídia, concessões e democratização da comunicação. Não podemos continuar vivendo sob a ditadura da mídia comercial. Essa situação, além de ser inconstitucional, atrasa o desenvolvimento do Brasil e impede a sociedade brasileira de exercer o direito humano à comunicação.



Escrito por João Freire às 11h41
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CONFERÊNCIA DE COMUNICAÇÃO COMEÇA NESSA QUINTA EM SALVADOR

 

Começa amanhã (14) e vai até sábado (16) a 1ª Conferência de Comunicação Social da Bahia, convocada pelo Governo do Estado e promovida por organizações da sociedade, composto por representações dos setores organizados em torno desta temática para organizar, acompanhar e sistematizar as discussões da conferência. O Blog Mídia em Debate vai fazer a cobertura da Conferência.

 

Segundo a organização do evento, “a formulação de políticas públicas de comunicação é essencial para formação da cidadania e o desenvolvimento local, sua ausência gera desinformação e fragilizam os laços que fortalecem as identidades e valores de cada território de nossa terra”.

 

A Conferência pretende “iniciar os debates sobre diretrizes para políticas públicas de comunicação como fator de inclusão social e cidadania, através da reflexão sobre os eixos-temáticos de comunicação e educação, democratização dos meios técnicos, novas mídias, sistemas digitais e internet, regionalização e produção cultural, TV, rádios comunitárias, etc”.

 

Profissionais, estudantes, professores e pesquisadores de comunicação, empresários do ramo, comunicadores comunitários, assessores de órgãos públicos, entidades sociais e sociedade em geral são aguardados para o evento.

 

Mais informações no site:

http://conferencia.comunicacao.ba.gov.br/index.php



Escrito por João Freire às 23h16
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Pela Convocação da I Conferência Nacional de Comunicação Social

Os meios de comunicação estão presentes em praticamente todos os momentos de nossas vidas e quase que diariamente nos relacionamos de alguma forma com eles. O que a maioria da população não sabe é que meios como rádio e televisão são públicos e os empresários atuam nesse campo por meio de concessões públicas.

Eles precisam seguir algumas regras que estão na nossa Constituição como o art. 221 que determina que é necessário ter "preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas; promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação", entre outros.

No entanto, o Código Brasileiro de Telecomunicações que regula esses serviços data de 1962 e políticas públicas nesse setor acontecem de forma desconexa e sem participação da sociedade.

Por isso foi criada a Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação, articulação que tem o intuito de fazer valer a opinião daqueles que são afetados diariamente pelas mensagens desses meios, a sociedade.

A Conferência é um espaço essencial para garantir que todos discutam e deliberem sobre as políticas públicas e o novo marco regulatório do setor das comunicações no Brasil. E sua participação e empenho podem contribuir para o avanço na conquista pela democratização dos meios de comunicação no Brasil.

Em vários estados já existem movimentações para pressionar o governo a realizar essa tão solicitada conferência. Se informe e entre nessa luta!

Faça valer seu direito de cidadão e cidadã!

Abaixo assinado on-line - http://www.petitiononline.com/pcom2009/

Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação

www.proconferencia.com.br



Escrito por João Freire às 14h35
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LEITURA RECOMENDADA

ANISTIA NÃO DEVERIA PROTEGER TORTURADORES”

"A defesa da punição dos agentes do Estado que torturaram, seqüestraram e mataram durante a ditadura militar (1964- 1985) – antes reivindicação apenas de familiares de mortos e desaparecidos e de organizações de direitos humanos – ganhou novo fôlego após uma audiência pública promovida pelo Ministério da Justiça e pela Comissão de Anistia para discutir o assunto, no dia 31 de julho. Na ocasião, os ministros da Justiça, Tarso Genro, e da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, classificaram os crimes cometidos por funcionários públicos durante o regime militar como comuns, e não políticos, e assim, devem ser julgados".

"Genro disse que os agentes da repressão política agiram dentro da legalidade da própria ditadura ao prender militantes, mas que os crimes começaram no momento em que os prisioneiros foram torturados. No entanto, destacou, “durante todo o período do regime militar, não havia nenhuma norma legal que permitisse atos de tortura”. Para ele, essa "é uma análise que deve ser baseada em uma visão universal: que é do extravasamento do mandato dado pelo Estado e a responsabilização do agente que extravasa esse mandato e comete tortura".

"Vanucchi apontou que a discussão envolvendo a punição dos torturadores é um marco para preparar avanços no caminho da consolidação da democracia. “É o estabelecimento de um sólido sistema de garantias que impede qualquer tipo de tentação de retomarmos um passado que o Brasil inteiro repele”, disse. Genro destacou que, atualmente, qualquer agente público que cumpra um mandato precisa obedecer os limites jurídicos, e que caso não o faça, será responsabilizado. “Esse raciocínio serve para o regime democrático, mas não para um regime ditatorial?”, questionou".

Leia a íntegra no Brasil de Fato em http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/anistia-nao-protege-torturadores



Escrito por João Freire às 14h54
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PUBLICIDADE NÃO TEM NADA A VER COM LIBERDADE

 

Ainda em relação ao debate sobre a “liberdade de expressão comercial” realimentado no Congresso de Publicidade, “para a gerente de monitoramento e fiscalização de propaganda da Anvisa, Maria José Delgado, há um desvio conceitual claro no ideário defendido pelo mercado publicitário. Maria José lembra da hierarquia entre direitos, e também deveres, estabelecida na Constituição”.

Segundo ela, por estar na ordem do comercial, a publicidade está protegida pelos preceitos do direito econômico: a livre concorrência, a iniciativa privada, o lucro. Porém, estes são direitos subalternos a garantias constitucionais fundamentais, como o direito à saúde, à educação, à habitação, a proteção de crianças e adolescentes, entre outros”, publicou o Observatório do Direito Humano à Comunicação.

 

Em comentário enviado para o Blog Mídia em Debate, o prof. Lalo Leal (USP), afirmou que a publicidade, como demonstram estudos sérios, é parte do produto anunciado, tal como a sua embalagem ou o seu rótulo. Não tem nada a ver com os conceitos de liberdade de expressão ou de informação. Estes, quando aplicados de forma honesta, tem como finalidade prestar um serviço ao cidadão, dando a ele o maior número possível de elementos para formar a sua própria opinião. A publicidade é o oposto disso. Ela mostra apenas as vantagens do produto já que seu objetivo é apenas o de vendê-lo. E, em muitos casos, vai além das vantagens reais. Isso não tem nada a ver com liberdade de expressão, é apenas um elemento do ciclo comercial. Faz parte do produto. (...) No caso específico da propaganda voltada para crianças e adolescentes países como o Reino Unido, a Alemanha, a Espanha, o Canadá e os Estados Unidos, entre outros, têm regras restritivas muito claras. E não me consta que, em qualquer um deles, a liberdade de expressão tenha sido abalada por isso”.



Escrito por João Freire às 09h39
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LIBERDADE DE EXPRESSÃO, UMA OVA!

 

Ainda no Congresso de Publicidade em São Paulo, Octávio Florisbal, diretor-geral da TV Globo, afirmou que "A liberdade de expressão comercial que está sendo tratada nesse Congresso é muito importante porque ela é fundamental para os meios de comunicação, que vivem da publicidade. Uma publicidade forte precisa ter liberdade de expressão comercial para que ela possa desempenhar plenamente o seu papel".

Sr. Florisbal, a chamada "liberdade de expressão comercial" não pode existir sem a responsabilidade social empresarial. Uma empresa que em em nome da liberdade comercial descumpre o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Constituição Federal demonstra que não tem qualquer respeito pela sociedade em que atua e, consequentemente, não tem responsabilidade.

As crianças não podem ser expostas a mensagens comerciais que têm como objetivo apenas vender mais e mais. Isso não pode ser chamado de liberdade de expressão. É papel dos pais, das empresas e do governo zelar pelo bem-estar dos pequenos cidadãos em formação. Está na lei.


É bom lembrar. Nos EUA e na Inglaterra, países onde a publicidade para crianças é proibida, nenhuma fábrica de brinquedos ou agência de publicidade faliu por esse motivo.



Escrito por João Freire às 09h43
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LIBERDADE NÃO PODE SER PRETEXTO PARA A DESREGULAMENTAÇÃO

 

“Liberdade de comunicação é primordial na democracia”. Esta frase é atribuída ao ex-secretário geral da ONU, Kofi Annan, na abertura do Congresso de Publicidade que acontece em São Paulo. Sem dúvida, a liberdade de comunicação (informar e ser informado) é essencial. Mais do que isso, é um direito: o direito humano à comunicação.

 

No entanto, na matéria veiculada pelo Bom Dia Brasil nesta terça (15), a frase de Annan serviu como pretexto para uma defesa desonesta da desregulamentação da comunicação, sobretudo, da publicidade. A matéria criticou os projetos que tramitam na Câmara propondo restrições à publicidade, ouviu os que defendem a “liberdade”, mas não ouviu ninguém que seja favorável aos limites.

 

O Brasil, tão destacado no cenário mundial pela qualidade técnica da publicidade, está na realidade décadas atrás de países como os EUA, Inglaterra, Dinamarca e Austrália, no que se refere a regulamentação da atividade de comunicação. É uma vergonha o fato de sermos uns dos poucos países do mundo a permitir publicidade dirigida às crianças.

 

Por não terem capacidade plena de discernimento, as crianças até os 12 anos não podem ser alvo de mensagens publicitárias sedutoras que estimulam o consumismo e podem causar, entre outros problemas, a depressão infantil. Na semana passada, a Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que proíbe essa prática danosa ao desenvolvimento das crianças, como apontam especialistas. Resta saber se no plenário da Câmara, o lobby das agências de publicidade – representado pela frente parlamentar da comunicação social – vai falar mais alto do que o interesse da sociedade.

 

Não temos leis para definir limites. Não há sequer mecanismos atuantes de fiscalização do Estado sobre esse importante setor, chamado de quarto poder. Por isso, não dá para deixar de ser repetitivo: precisamos realizar a Conferência Nacional de Comunicação, ampla e democrática para discutir essas questões. Outros temas indispensáveis na conferência: as concessões públicas de rádio e TV, controle social da mídia e o cumprimento da Constituição Federal, tanto pelo Congresso Nacional como pelas empresas de comunicação.

 

Saiba mais, acessando: www.proconferencia.com.br



Escrito por João Freire às 10h24
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                        COMISSÃO REALIZA VIDECONFERÊNCIA PARA MOBILIZAR OS ESTADOS

 

A Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação convida parlamentares, movimentos sociais, organizações da sociedade civil e do poder público e cidadãos cientes da importância da comunicação como direito a participar, no dia 27 de maio (sexta-feira), das 9h às 12h, de videoconferência preparatória, a ser mediada pelo sistema Interlegis.

 

Nas Assembléias Legislativas haverá uma sala equipada para receber e transmitir sinais de áudio e vídeo integrando os Estados e o DF. Do Congresso Nacional, coordenará o evento a Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação, integrada por 26 entidades civis nacionais e três comissões da Câmara dos Deputados: Direitos Humanos e Minorias, Legislação Participativa e Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.

 

O objetivo é promover a articulação de Comitês Estaduais, que deverão mobilizar entidades, militantes e acadêmicos ligados a todas as áreas da comunicação. Esses comitês serão os embriões dos grupos de trabalho que organização a etapa estadual da conferência, quando serão escolhidos os delegados à etapa nacional, prevista para o primeiro semestre de 2009.

 

A videoconferência será uma oportunidade para que dúvidas, sugestões e críticas sejam apresentadas e respondidas pela comissão que está coordenando o movimento em defesa da conferência de comunicação.  

Conheça os documentos básicos da Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação no site www.proconferencia.com.br.

 

Mais informações:

Comissão de Direitos Humanos e Minorias: (61) 3216-6570

Comissão de Legislação Participativa: (61) 3216-6690

Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática: (61) 3216-6450



Escrito por João Freire às 09h59
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FÓRUM DE MÍDIA LIVRE DEFINE RUMOS PARA A COMUNICAÇÃO


Foi realizado no fim de semana passado (14 e 15/6), o I Fórum de Mídia Livre, no Rio de Janeiro. Na plenária final, 800 "midialivristas" reunidos no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ decidiram reforçar a luta pelo: fortalecimento da mobilização para realizar no início de 2009 a Conferência Nacional de Comunicação; e uma campanha para enfrentar a concentração de dinheiro, verbas públicas e poder nas mãos dos barões da mídia. No Brasil, nove famílias controlam verdadeiros oligopólios da comunicação recebem 55% do que o Estado gasta anualmente com propaganda.

No segundo semestre deste ano, deverão ser realizados fóruns regionais de mídia livre em pelo menos 9 estados das 5 regiões do país. Será uma caminhada firme e um grande acúmulo de forças para os militantes da democratização das comunicações, rumo ao Fórum Mundial da Mídia Livre, programado para o Fórum Social Mundial da Amazônia, que a cidade de Belém receberá em janeiro de 2009, marcando a volta do FSM ao Brasil. Os presentes à plenária aprovaram um indicativo para que o II Fórum de Mídia Livre aconteça em Vitória, Espírito Santo, no segundo semestre de 2009. Até o final de junho, um Manifesto será divulgado nacionalmente contendo as reivindicações do movimento.

Estas são as principais resoluções do Fórum de Mídia Livre:

- Campanha para reivindicar a distribuição democrática da veiculação de propaganda pública, destinando percentual das verbas aos meios livres, alternativos ou independentes, para que a mídia reflita a diversidade da informação no Brasil

- Reforçar as comissões que lutam pela realização de conferências estaduais e da Conferência Nacional de Comunicação. A Conferência deverá levar à instalação de um conselho nacional para o setor, fundamental para o controle social do sistema de concessões às rádios e TVs, assim como dos critérios para veiculação de propaganda pública

- Protestar contra os critérios para a concessão de canais de rádio e TV no país

- Jornada de mobilizações no segundo semestre de 2008, incluindo um ato nacional em Brasília par levar ao presidente da República, parlamentares, autoridades do Judiciário e do Ministério Público as reivindicações da mídia alternativa

- Formação de um Grupo de Trabalho Executivo, reunindo coordenadores do Fórum de Mídia Livre e representantes de entidades que discutem a democratização da mídia, como a Abraço (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária) e o FNDC (Fórum Nacional pela Democratização das Comunicações), além de movimentos sociais

- Participar da organização do Fórum Social Mundial Amazônico (Belém 2009) e aumentar a articulação com os sindicatos e outros movimentos sociais

Fortalecimento da mídia colaborativa e formação para a mídia livre

Outras propostas para o movimento midialivrista foram aprovadas pelos delegados na plenária. Deverá ser organizada uma plataforma de mídia colaborativa na internet (nos moldes da enciclopédia eletrônica livre, a Wikipédia), para que comunicadores da mídia popular ou alternativa troquem experiências e construam juntos veículos de informação livre, com "links" para os sites de comunicação alternativa espalhados pela rede.

No campo da formação, a plenária final aprovou encaminhar uma proposta para reivindicar do governo - ou lutar pela aprovação de lei específica - a instalação de pontos de mídia, a exemplo do que o Ministério da Cultura já faz nos pontos de cultura. Isso permitiria que os fazedores da mídia livre com projetos de produção participassem de concorrências públicas para receber infra-estrutura tecnológica e pública necessária à produção, distribuição e difusão de seus trabalhos.

Os presentes ao FML puderam ainda participar de 16 oficinas oferecidas por comunicadores e professores de comunicação social e conhecer a obra de artistas da mídia livre de todo o país, que puderam apresentar suas performances nos pátios da Escola de Comunicação e do Fórum de Ciência e Cultura. No sábado à noite, uma festa de confraternização contou com uma canja do músico Fred 04, vocalista da banda Mundo Livre S/A. Viva a Mídia Livre e Alternativa! Saudações midialivristas.

(Com informações do Comitê Organizador do I Fórum de Mídia Livre)

Confira tudo sobre o movimento da mídia livre no blog do FML:
http://forumdemidialivre.blogspot.com



Escrito por João Freire às 10h34
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INFELIZMENTE, A TV DIGITAL É UM FRACASSO

 

“Seis meses após sua estréia oficial, a única certeza que se tem sobre a TV digital brasileira é que ela ainda dá traço --ou seja, a recepção do sinal em televisores sequer atinge o equivalente a um ponto no Ibope, 55 mil domicílios na Grande SP”, publicou a Folha Online, no dia 7/6.

 

Essa situação não é surpresa. Desde o início da discussão sobre a TV Digital no Brasil, falou-se muito em tecnologia e quase nada em conteúdo. O próprio Ministério das Comunicações, através do Sr. Marcelo Bechara, assessor do ministro Hélio Costa, afirmou que o conteúdo não tinha importância.

 

O fracasso da empreitada vem desse fato. Quem, em sã consciência, vai gastar R$ 800,00 com um conversor para assistir Faustão, Gugu ou Luciana Gimenez, em transmissão digital? A TV aberta perde audiência, sistematicamente, e não reformula a sua programação. As emissoras são as principais responsáveis pela redução de público, já que seguem reproduzindo programas ultrapassados, que o público não quer mais.

 

Além disso, para a maioria da população esse investimento é inviável. Para quem pode pagar, vale mais a pena optar pela TV paga, apesar de não ser uma maravilha, também.

 

Outro fator importante é a interatividade. Esse é o maior diferencial da TV Digital, mas ainda não está disponível, no Brasil. "As emissoras morrem de medo de conectar algum canal de retorno na TV e verem a chegada da convergência no ambiente que elas lutam para manter 'intocado", afirmou Gustavo Gindré, membro do Comitê Gestor da Internet e do Intervozes, para a Folha Online.



Escrito por João Freire às 10h50
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MÍDIA HOMOFÓBICA

 

Em Brasília está sendo realizada a I Conferência GLBT do mundo, com representantes de 14 países e mais de 600 delegados. Mas, a grande mídia não publica nada sobre o evento. Na capa do G1, do Estadão e da Veja destaque para a estória Dilma – Varig. Pior ainda é que na capa Folha Online aparece uma foto da Parada Gay em Tel Aviv, mas não há nem sequer uma nota sobre a conferência.

 

Desinteresse? Acho mais provável que seja preconceito. Na abertura da Conferência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou o preconceito contra os homossexuais e se solidarizou com o movimento.“Quando se trata de preconceito, eu conheço nas minhas entranhas. Talvez seja a doença mais perversa impregnada na cabeça de um ser humano”, afirmou Lula.

 

Realidade, atualidade e veracidade, bases do jornalismo, são diariamente deixados de lado em função dos objetivos privados, políticos e comerciais. Assim como acontece com todo e qualquer evento relacionado aos direitos humanos, a grande mídia comete um grave equívoco quando boicota (e censura) a Conferência GLBT.



Escrito por João Freire às 16h57
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                              ESTÁ DIFÍCIL FALAR MAL DA ECONOMIA

 

(O grau de investimento da Fitch) ”É uma ótima notícia. (...) Problemas com a inflação e com as contas externas "são dificuldades normais de um país estável". (Carlos Alberto Sardenberg, 29/5/2008)

 

(Sobre as ações do Banco Central) "Podemos continuar por esse caminho, aperfeiçoando-o, pois ele tem trazido bons resultados". (Miriam Leitão, 29/5/2008)

 

Pode parecer mentira, mas não é. Os textos acima são mesmo do Sardenberg e da Leitão. O presidente do fã-clube do FHC e a porta-voz do apocalipse econômico se renderam aos fatos. Depois de fazer pouco caso com o grau de investimento concedido pela Standard & Poor’s, em abril (ver postagem do dia 3/5), os dois comentaristas ficaram constrangidos e elogiaram a conquista inédita da economia brasileira.

 

No entanto, no dia seguinte, o tom dos comentários mudou: “o que conseguimos é resultado de progressos dos últimos 15 anos”, afirmou categoricamente, Miriam Leitão. “O Brasil está no último degrau do nível de investimento”, explicou Sardenberg. Será que os “isentos” analistas foram advertidos pela direção das Organizações Globo? Que audácia é essa de elogiar o governo Lula?

 

Não vale a pena analisar o que eles dizem. Os dois são tendenciosos e comprometidos. Mas, não custa lembrar que quinze anos atrás, em 1993, não havia nada sendo feito que contribuísse para a conquista do grau de investimento, em 2008. Naquele ano, a economia brasileira cresceu menos de 2% e a inflação fechou em inacreditáveis 2.447%.



Escrito por João Freire às 18h38
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NOTÍCIAS, BOATOS E SUPOSIÇÕES

 

A volumosa e constrangedora “barriga” da Globo News, que noticiou a queda de um avião em SP, que não caiu (20/5), é resultado do jornalismo moderno, “em tempo real”. Uma opção de cobertura que dá mais erros do que furos. É o "jornalismo embromativo": uma imagem no ar e um microfone na mão, ou melhor na lapela, no estúdio. O apresentador (ao vivo) tem que inventar uma versão para aquilo que está vendo, ao mesmo tempo em que o espectador. A prioridade é sair na frente da concorrência. E aí, vale tudo.

 

Os erros absurdos da mídia não são uma novidade. Em 1999, quando houve o seqüestro do ônibus 174, no Rio de Janeiro, a Globo News noticiou que o seqüestrador havia sido morto pelo atirador de elite que tentou livrar a refém. Na realidade, o atirador matou a refém e os policiais que prenderam o bandido trataram de asfixiá-lo até a morte, dentro do camburão.

 

No ano 2000, O Jornal das Dez exibiu a decolagem de um foguete russo, realizada dois anos antes, como se fosse ao vivo. Depois de constatado o erro, nenhuma reparação foi feita.

 

Em 2007, a mesma Globo News noticiou, também ao vivo, que havia um incêndio em um depósito de combustíveis da TAM, em Congonhas. Tratava-se na verdade, do maior acidente aéreo já ocorrido no Brasil. Depois do primeiro erro, a Globo News ainda informou o número errado do vôo. É importante destacar que erros como esses não ocorrem apenas na Globo News. São um "padrão" (ou será falta de padrão?) da mídia.

 

Em comunicado sobre o mais recente vexame midiático, a Central Globo de Comunicação afirmou que: "a Globo News, como um canal de noticias 24 horas, pôs no ar imagens do fogo assim que as captou. Como é normal em canais de notícias, apurou as informações simultaneamente à transmissão das imagens. A primeira informação sobre a causa do incêndio recebida pela Globo News foi a de que um avião teria se chocado com um prédio na região do Campo Belo, Zona Sul de São Paulo. Naquele momento bombeiros e Infraero ainda não tinham informação sobre o ocorrido”.

 

Nesse comunicado fica claro que o compromisso da TV Globo não é com os fatos. Basta noticiar primeiro. Noticiar? Não. Veicular boatos e hipóteses. O que vem sendo feito pela Globo e por muitos veículos da mídia comercial não é jornalismo. Segundo o Dicionário Houaiss, jornalismo é a “atividade profissional que visa coletar, investigar, analisar e transmitir periodicamente ao grande público (...)”.

 

Digo que não é jormalismo porque uma regra básica dessa atividade foi eliminada: apurar antes de publicar. Se não havia informação sobre o ocorrido porque colocar no ar? De onde veio a informação errada? Foi inventada pela redação? A informação sobre a origem do erro é essencial até para que a emissora da família Marinho possa tentar manter a credibilidade. A emissora foi enganada? Quem foi a fonte que “derrubou o avião”?


Certamente, por vias oficiais, não saberemos o que realmente aconteceu. Esclarecer esse fato vai expor a forma como o jornalismo é (mal) feito nas grandes redações. Sem critérios, sem escrúpulos e sem responsabilidade. Vai ser mais um capítulo vergonhoso da longa e controversa história da TV Globo. Lembram da edição do debate Lula X Collor? E da passeata das diretas? E do vôo Gol 1907? Até hoje, as fracas versões oficiais da TV Globo não convenceram.



Escrito por João Freire às 09h54
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MÍDIA NACIONAL PRECISA EXERCITAR A AUTOCRÍTICA

 

A grande mídia nacional não aceita críticas e nem a discussão sobre comunicação, como é feita por blogs como o Mídia em Debate, por exemplo. Poucas empresas contratam ombudsmen e há dúvidas sobre a liberdade de atuação desses profissionais. Já encaminhei reclamações e pedidos de informação por e-mail, para alguns desses veículos, e nunca obtive qualquer retorno, além de respostas automáticas.

 

Curiosamente, quando se trata de situações em outros países, a postura é outra. Nicolas Sarkosy, por exemplo, já foi alvo de críticas porque usou a mídia (francesa) como recurso para melhorar a popularidade.

 

Agora, o alvo das críticas da mídia está no Paquistão. O G1, site de notícias da Globo, publicou no dia 20/5 uma matéria com o professor de comunicação paquistanês Shahjean Sayed, ex-repórter da emissora internacional alemã Deutsche Welle, com duras críticas aos repórteres internacionais que cobrem aquele país. O país é representado como um berço de fanáticos fundamentalistas por causa de “reportagens irresponsáveis”, segundo Sayed.

 

“Na maioria das vezes, as reportagens são feitas em países vizinhos, e jornalistas muitas vezes se pensam "experts" no país com visitas de um ou dois dias. Segundo ele (Shahjean Sayed), há casos de jornalistas que, ao não conseguirem encontrar um verdadeiro líder talibã, que geralmente estão nas montanhas em que ficam localizadas as áreas tribais paquistanesas, usam personagens falsos para completar suas reportagens. (Ainda segundo o professor) “As ovelhas negras do jornalismo existem em qualquer lugar”.

 

Ainda bem que no Brasil temos a TV Globo zelando pela isenção e pela ética na comunicação.

 

Leia a íntegra da matéria no G1: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL476786-5602,00-JORNALISTAS+OCIDENTAIS+VEM+AO+PAQUISTAO+COM+A+REPORTAGEM+PRONTA+DIZ+PROFESS.html



Escrito por João Freire às 15h39
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A CONSTITUIÇÃO PRECISA SER RESPEITADA

 

Na Conferência Legislativa sobre Liberdade de Imprensa, realizada em abril passado, a ANJ (Associação Nacional dos Jornais) partiu em defesa da liberdade de imprensa. Ontem (12), na OAB do RJ, várias entidades, entre elas a ANJ se reuniram para discutir o tema. A proibição da Marcha da Maconha em 8 estados brasileiros foi a motivação para o debate.

 

Concordo que esse fato é motivo de preocupação. Hoje proibe-se a Marcha, amanhã uma manifestação contra ou a favor de algum tema polêmico e assim, rasga-se a Constituição. “É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”, diz o artigo 5º.

 

No entanto, seria muito interessante que a ANJ se preocupasse também com os excessos e crimes cometidos em nome da liberdade de imprensa. São diários e causam enormes prejuízos para pessoas, para empresas e para a democracia. Outro ponto que deveria ter ser tratado é a liberdade de expressão através da mídia. Um dos requisitos para o direito humano à comunicação, jamais respeitado.

 

Em tempo, sou contra a legalização da maconha, mas sou totalmente a favor de que os que são a favor possam se manifestar. Sou totalmente a favor da liberdade de imprensa, mas ela não pode ser exercida sem responsabilidade. Toda forma de censura, de governos ou de empresas, é muito ruim e inviabiliza a democracia. Além de ser uma violação à Constituição.



Escrito por João Freire às 08h30
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